domingo, 18 de dezembro de 2011

Identidade Homossexual

Olá amigos do facebook e leitores do meu blog. 
Irei contar um pouco da minha. Resumo mesmo a pedido de leitores.


INFANCIA
Nasci em São Leopoldo, 37 km da capital Porto Alegre-RS, criada pelos avós, tive uma infância difícil, muitas brigas entre minha mãe e minha tia. 
Minha mãe biológica havia casado com um cara que implicava com meu jeito esquisito, então passei a viver com meus avós.
Aos 8 anos de idade na escola eu já era chamada de sapatão, vivia jogando bola, batia nos guris, me vestia sem vaidade alguma. As meninas tudo de rosa e eu bem oposto disso. ( risos )
Eu me vi então gostando de uma professora minha e foi uma baita frustração pra mim.


ADOLESCÊNCIA
Ai a família começou perceber algo estranho, cade os namorados? E os posteres de meninos na parede? 
Só tinha poster de mulher. Eu praticava artes marciais e jogava futebol quase profissional.
Ninguém nunca tinha me visto com meninos e meu apelido na rua era: MARIA JOÃO. ( Minha vó se chamava Maria e meu vô João e ai surgiu o apelidinho. ¬¬' )
Sempre enturmada com umas gurias marrentas ou amigos travestis, drags...
Se eu aparecesse com algum menino eu causaria choque. 
Embora eu nunca precisasse ter assumido nada, minhas atitudes e vestes me condenavam srsrsrs.
Minha avó um dia me chamou num canto e disse assim: Eu sei que tu é e não me importo te amo assim mesmo e o que importa é teu caráter.
Meu avô ficou meio chocado no começo, uma das minhas tias ficou sem falar comigo e sofri quase agressões de algumas pessoas da família. Até que me assumi de vez.
Frequentava parada e baladas LGBT.


FASE RUIM
Depois te ter assumido o que era óbvio, eu viajava muito a trabalho e me envolvia com garotas apenas por diversão, eu era muito galinha e uma dessas gurias eu acabei gostando muito, ela foi muito cretina comigo e não merece nem ter o nome mencionado aqui. Quebrei a cara e me afundei em beber, meus avós morreram e eu os chamava de pais.
Eu vivia em balada e comecei até mesmo a usar drogas, me afundei ao extremo nisso.
Em 2005 acabei conhecendo uma guria e os pais dela eram evangélicos, me levaram pra igreja. ODIEI.
Mas acabei me envolvendo a fundo nisso, eu queria parar com drogas e as bebedeiras, eu estava com uns problemas sérios de saúde.
Começaram dizer que homossexualidade era do demônio e eu por um momento me levantei contra minha natureza homossexual, fui a beira da loucura, entre nojo e desejos por mulheres.
Começaram querer me apresentar rapazes e me empurrar pra solteirões, mas eu não conseguia. 
Aos 21 anos nunca havia me envolvido com homens e não seria por que um pastor estava falando que eu ia fazer isso, optei por ficar sozinha e reduzi minhas idas a igreja.
Comecei estudar teologia e fiz uns estudos aprofundados da palavra de Deus e continuava indo mesmo que poucas vezes aos cultos.
A lavagem cerebral deles não funcionou comigo, então me desliguei totalmente da igreja.


DIAS ATUAIS
Após sofrer com a ira dos amigos gays nos tempos que eu andei meia perdida, se realmente era pecado ou não a homossexualidade, após sofrer o repudio dos evangélicos que me abraçaram achando que eu ia cair no papo deles.
Percebi que a igreja foi útil em muitas áreas da minha vida, emocional é uma delas, abri minha mente sobre muitas coisas nas quais nunca entendi, estudei muito sobre religiões e não me tornei uma bitolada como muitos.
Hoje aos 28 anos fico até feliz por tudo que passei, por que mais do que nunca tenho certeza da minha sexualidade e sem precisar ter caído na onda do padrão social. Não precisei me envolver com namorados, me rebaixar ao jugo da igreja ou massagear ego de ninguém. SOU O QUE SOU.
Me tornei uma militante e protestante homossexual e no meu blog mesmo tem estudos bíblicos e a comprovação teológica de que Deus não condena homossexuais. Pois é igreja que tentou lavar minha mente vcs criaram um monstrinho contra vcs mesmos, não tinham o direito de forçar a barra e querer me obrigar a casar com macho.
Jesus cura doenças, Jesus cura males da alma, Jesus liberta e não nos torna cativos ou sofredores a vida inteira casada com um homem sem sentir tesão por ele. Esse não é o Jesus que a Bíblia ensina e sim o Jesus mau que a igreja criou. Eu me livrei de vícios e fui curada de muitas coisas na igreja, mas sempre senti desejos por mulheres e isso jamais deixarei de sentir.
Me considero homossexual desde que nasci, por que jamais em minha vida senti desejo ou atração por homem, tenho nojo só de imaginar, não condeno lésbica quem já teve namorado, só sei que eu nunca quis provar disso. 
Cada lésbica tem sua história e essa é a minha, não tenho desejo e nem curiosidade. Sou convicta da minha sexualidade e eu sou influencia e jamais serei influenciada pela massa ou por maiorias.
Tenho opinião própria e se um hetero me dizer como saberei se é bom ou ruim um homem se nunca provei eu digo: COMO TU SABE SE NÃO GOSTA DE UMA RELAÇÃO HOMOSSEXUAL SE NUNCA PROVOU? 
Eu não farei nada forçada por ninguém, farei somente aquilo que me deixa feliz e faz eu me sentir bem comigo mesma.
De que adianta viver uma vida de faxada?
Tu sabe qual é teu gosto desde que nasce, mas a sociedade te sufoca e te força a fazer coisas que não quer, se tu for forte e tiver personalidade para enfrentar e ir a luta: PARABÉNS. 
Agora se prefere ficar ai dentro do armário sufocado, fica ai mofando e com teus medos e eu direi como disse Jesus: VINDE A MIM VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E OPRIMIDOS E EU VOS ALIVIAREI...


Obs: Hetero não é obrigado a ter uma relação homossexual para ter certeza da sua sexualidade, alguns podem até ter, mas quem tem certeza do que é não precisa disso. Fica a dica.