DEUTERONÔMIO 22.5 (JFA)
“Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher, porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus”.
Essa é a única passagem em toda a Bíblia que trata do hábito de se usar roupas do sexo oposto (conhecido em nossa cultura como travestismo). A fim de padronização, salientamos que utilizaremos o termo “travestismo” quando nos referirmos ao uso de roupas próprias de um sexo por uma pessoa do outro sexo, independentemente de qual sexo estejamos nos referindo.
A Nova Bíblia Anotada Oxford afirma, "A proibição contra o travestismo procura, sobretudo estabelecer os limites de gênero. Uma similar preocupação com limites é evidente nos versículos 10-12. Nestes versículos lemos: “Não lavrarás com junta de boi e jumento. Não te vestirás de diversos estofos de lã e linho juntamente. “Franjas porás nas quatro bordas da tua manta, com que te cobrires”.
Enquanto os versículos 10 e 11 parecem observar ao extremo o conceito de não misturar “espécies diferentes”, o versículo 12 nos mostra que, na verdade, o que as Escrituras tentam nos ensinar é o conceito de separação. Os israelitas deveriam ser um povo separado, e distinto daquele povo que habitava a terra para a qual eles mudaram-se.
Devemos também lembrar, que numa cultura basicamente patriarcal, para um homem fazer qualquer coisa que pudesse ser considerada como feminina, seria uma degradação de sua masculinidade, e por extensão, degradação da masculinidade de um modo geral. A hierarquia daquela sociedade, fundamentada no gênero (sexo), tinha uma base bíblica: “E formou o SENHOR DEUS o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2,7). Ao homem foi dado o fôlego do próprio Deus, portanto, o homem era o ser vivente mais aproximado de Deus. Mas o homem estava sozinho, e Deus entendeu que isto não era bom. Deus então decide criar uma auxiliadora idônea (Gn 2,18, 20a). Nos versículos 21 e 22 lemos que Deus então provocou um sono profundo no homem, retirou uma de suas costelas e formou dela a mulher.
Interpretamos essa passagem como nos dizendo que, já que Deus soprou dentro do homem o seu próprio fôlego de vida, o homem é, portanto, a criatura mais aproximada de Deus. A mulher, entretanto, foi criada a partir do homem, estando a um degrau abaixo do homem na proximidade de Deus. Ainda mais, como a mulher foi criada com a finalidade de auxiliar o homem, isto era interpretado como se ela fosse criada para ser uma escrava para o homem, novamente demonstrando que ela estava a um degrau abaixo dele. Por conseguinte, um homem que se vestisse de mulher estaria se diminuindo, e por implicação, estaria rebaixando todos os homens ao nível das mulheres. Da mesma forma, a mulher não deveria usar vestes masculinas, pois ao fazê-lo, ela estaria sendo elevada ao “status” de homem e causando descrédito e vergonha è eles.
David Payne escreve na série “Estudos Bíblicos Diários” sobre Deuteronômio 22,5:
“Existem razões para crermos que a lei descrita no versículo 5, não esteja relacionada com a aberração sexual (segundo palavras do autor), conhecida como travestismo, mas que seja um repúdio à certas práticas pagãs daquela época. Portanto, esta lei, hoje em dia, não seria mais do que uma guia de distinção, do que aquela descrita no versículo 12, a respeito das franjas das bordas da manta a ser usada pelos israelitas, estas franjas, qualquer que seja a sua origem, pretendiam lembrar a cada um dos israelitas da sua obrigação de obedecer a Deus e à sua Lei. Com efeito, estas franjas fizeram os israelitas distintos dos cananeus, na sua maneira de vestir.
Existem evidências que indicam que os praticantes da prostituição nos templos, especialmente os homens, usavam roupas do sexo oposto. Se aceitarmos esta afirmação, podemos então concluir que as instruções contrárias ao “travestismo” encontradas em Deuteronômio 22,5, na verdade nos dizem que:
1. Os hebreus devem ser imediatamente identificados como tal, ou seja, eles não devem agir nem vestir-se como os habitantes das terras para onde Deus os trouxe.
2. Os hebreus devem observar as separações de gênero, de maneira a não macular a imagem masculina com a feminina (sociedade patriarcal, machista).
3. Os hebreus não devem envolver-se em práticas idólatras.
Aparentemente Jesus não estava muito incomodado com vestimentas. De fato, no Sermão da Montanha, encontramos este ensinamento: "E quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer um deles. Pois se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt 6,28-30)
SUMÁRIO DE PASSAGENS RELEVANTES NAS ESCRITURAS HEBRAICAS
Note bem que todos os Livros das Escrituras Hebraicas, de toda esta Literatura, somente quatro passagens que são erroneamente interpretadas como condenatórias da homossexualidade e uma que trata da questão do uso de roupas do sexo oposto. A história de Sodoma e Gomorra não condena a homossexualidade em si, mas sim os repetidos atos de falta de solidariedade em relação aos outros, que culminou com a tentativa de estupro dos visitantes angélicos de Ló. As passagens citadas, nos livros de Levítico e Deuteronômio, não são condenações à homossexualidade em si, mas à prática de atividade sexual realizada durante cultos aos ídolos. Essas condenações, em linha com o Primeiro Mandamento, representam uma condenação à IDOLATRIA. O termo sodomita aparece ainda em várias outras passagens da Bíblia, mas em nenhuma delas este termo têm a conotação “homossexual”, que se tenta atribuir, devendo na verdade ser substituído por prostitutos ritualísticos ou do templo.
Por mais incrível que possa parecer para alguns, além de não haver palavras de condenação à homossexualidade nas Escrituras, podemos ainda afirmar que existem várias passagens que apresentam uma imagem positiva da homossexualidade. Veremo-nas mais adiante, na medida em que prossegue o nosso estudo.
A PERSPECTIVA CRISTÃ
Todos aqueles cristãos que tentam aplicar a sua própria interpretação das Escrituras na sua própria vida ou na vida de outrem estão, na verdade, violando os ensinamento de Cristo. Paulo, na sua Carta aos Gálatas, nos fala a respeito da Lei: "Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las’. “É evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé” (3,10-11). Paulo continua a explicar: “Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da Lei e nela encerrados, para que essa fé que, de futuro, haveria de se revelar. De maneira que a Lei nos serviu de pedagogo para nos conduzir a Cristo, a fim de fôssemos justificados pela fé. “Mas, antes, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao pedagogo” (3,23-25).
Não interprete mal esse ensinamento. Paulo não está de maneira nenhuma tentando diminuir ou depreciar a Lei Judaica. Ele mesmo era judeu e um fariseu. Na sua juventude ele era extremamente zeloso em relação às tradições de seus pais (Lei), segundo o que ele nos revela em Gálatas 1,14. Mas a Lei foi designada para um período específico no mundo, o período prévio à vinda do Messias.
Jesus nos explica em Mateus 5,17: "Não penseis que vim para revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". Jesus, o Messias Judeu, cumpriu e complementou a Lei. Em outras palavras, os seguidores de Jesus Cristo, os cristãos, não mais estão sob o jugo da Lei Judaica mas sob a Graça de Deus. Paulo nos explica: "Não anulo a Graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a Lei, segue-se que Cristo morreu em vão!" (Gal 2,21).
Conseqüentemente, já que os cristãos estão vivendo sob a Graça e não mais submetidos à Lei, não podem então querer que outros, ou eles mesmos, estejam ainda atados a esta mesma Lei. Os que insistem em fazê-lo estão, como Paulo nos diz de forma tão eloqüente, sob maldição. Esses condenam-se a si mesmos a estar completamente inertes, de pés e mãos atados, pela própria Lei.
Como já vimos anteriormente, seria praticamente impossível cumprir a Lei na sua integridade. O sacrifício de animais, bem como a queima destes holocaustos, por exemplo, não é mais permitida ou legal nos dias atuais. No Livro dos Atos, no capítulo 10, encontramos uma pequena história que demonstra que os requerimentos da Lei foram concluídos e não são mais aplicáveis. Pedro tem uma visão na qual ele estava faminto, os céus se abriram e um grande lençol desceu dos céus com toda a sorte de animais permitidos e proibidos, e ouviu uma voz do céu que lhe disse: "Levanta-te, Pedro, mata e come. De modo nenhum, Senhor. Pedro retrucou. Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. “A voz respondeu: Não considere impuro aquilo que Deus purificou” (Atos 10,13-15).
Mais ainda, em Hebreus 10,4, aprendemos que é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados, e continuamos a aprender no versículo 10, que pela vontade de Deus temos sido santificados mediante a oferta do Corpo de Jesus Cristo de uma vez por todas. Então vemos que de acordo com ambos os Livros (Atos e Hebreus), as práticas estipuladas pela Lei foram complementadas pelo sacrifício de Jesus Cristo e já não se aplicam mais aos cristãos e às cristãs.
Cristãos e cristãs, se a Lei já não mais se aplica, então é um GRANDE ERRO tentar aplicar qualquer parte desta mesma Lei à vida de qualquer pessoa! A única Lei que os cristãos e as cristãs devem seguir é a Lei do Amor, como ensinada por Jesus Cristo: que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Próximo estudo: Romanos 1
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